A arquitetura está diretamente ligada com a experiência do cliente. Um local bem decorado, iluminado e confortável é o que todo mundo busca, seja em casa, seja no trabalho, em um hotel e até mesmo em lojas. Cabe ao arquiteto, então, oferecer uma proposta de valor que possa agregar não apenas à beleza, mas também à funcionalidade e identidade do local.

O que acontece é que as cores certas, a luz adequada e o design apropriado vão passar uma sensação às pessoas, causando satisfação, alegria, relaxamento, entre outras. Entenda agora como a arquitetura impacta a experiência do cliente e como aplicar o conceito no ramo da hotelaria!

Arquitetura e experiência do cliente

Na hotelaria, a arquitetura tem grande importância na experiência do cliente. A decoração ajuda ele a escolher ou não um determinado estabelecimento, e é a primeira impressão que tem ao chegar no local. Nesse sentido, o projeto deve traduzir os conceitos e premissas da empresa, seja ela moderna, tecnológica, clássica, sóbria ou descontraída. O projeto proporciona uma imersão do hóspede em toda a atmosfera do lugar.

Uma pesquisa realizada pelo site Booking.com comprovou a importância da decoração para o bem-estar do viajante. Segundo os dados coletados, 44% dos viajantes brasileiros consideram a decoração de um lugar mais importante que a vista do lado de fora. Para 26% das pessoas entrevistadas, um design de interiores ruim já prejudicou uma viagem e 31% já mudaram de acomodação quando perceberam que a decoração não era o esperado.

A importância de trabalhar com a emoção

Outro aspecto que justifica o uso da arquitetura como uma proposta de valor para hotéis são as emoções que ela transparece. Nesse ponto, vale pontuar sobre a arquitetura emocional, que é aquela que resgata uma lembrança sensorial e tocante por meio dos elementos que a compõem. Então, cabe ao profissional que está trabalhando com a rede hoteleira repassar aos hóspedes os valores da empresa.

Um lugar onde as pessoas sintam-se bem recebidas e acolhidas é um local com maior potencial. Um hóspede poderá indicá-lo para outras pessoas e também fazer avaliações positivas nas redes sociais e plataformas de reserva.

A decoração faz parte da experiência do cliente, algo que tem sido constantemente destacado pelo Marketing. Philip Kotler, um dos maiores estudiosos da área, deixa isso bem claro em seu livro Marketing 4.0. É claro que atendimento, produtos, serviços e outros aspectos estão envolvidos, mas, no caso de hotéis, o design de interiores assume uma grande importância.

Proposta de valor para rede hoteleira

Falando especificamente em hotéis, um projeto atinge valor quando ele pensa em todas as nuances da organização desse tipo de negócio. Por exemplo, nos espaços comuns, é preciso pensar em linhas retas e móveis que sejam práticos para limpar, já que a circulação de pessoas será maior.

Escolher materiais resistentes e aproveitar bem o espaço também é importante, já que móveis desgastados ou com aparência feia impediram 55% dos entrevistados na pesquisa do Booking.com (citada no tópico anterior) de reservar determinado hotel.

Para 50% das pessoas, o ambiente pequeno foi impeditivo, assim como locais cheios de coisas (42%). Para 45% dos viajantes, uma iluminação ruim prejudica o espaço, o que também vale para as camas pequenas (destacado por 42% dos participantes).

Por outro lado, 58% dos viajantes declararam que uma mobília agradável — como um sofá confortável e boas roupas de cama — são detalhes que fazem a diferença na experiência na hospedagem. Portanto, motivos não faltam para projetar com muito cuidado cada detalhe de um hotel. Veja agora algumas dicas relacionadas aos principais espaços do negócio.

Check-in

A primeira impressão pode até não ser a que fica, mas ela é muito importante! Por isso, desde a chegada do hóspede, é preciso se preocupar com os detalhes no projeto. Estacionamento, paisagismo na área externa e uma recepção bonita e organizada são fundamentais.

Impactar o viajante assim que ele chega, deixando-o surpreso e curioso para o que virá, com certeza trará pontos positivos ao cliente e para o hotel. A recepção deve traduzir os valores e apresentar a identidade do local.

É claro que ela deve seguir o estilo da proposta, pois, se o foco são pessoas que viajam a trabalho, por exemplo, uma decoração mais sóbria e clássica combina melhor. Por outro lado, hotéis de cunho turístico podem explorar as próprias produções da região na decoração.

De qualquer forma, um balcão organizado, limpo e bonito passará confiança ao hóspede. Flores, quadros e móveis de bom gosto complementam e fazem do check-in uma boa experiência.

Quartos

Tendo em vista a pesquisa apresentada anteriormente, é preciso atentar para a escolha de bons materiais e não exagerar na quantidade quando se trata de mobília. Os quartos precisam ser práticos, funcionais, ter boa área de circulação e, claro, aconchegantes. Tudo isso sem perder a personalidade do hotel, que pode aparecer em um quadro, um mosaico de espelhos, nas cores empregadas etc.

Focando a emoção, vale a pena se inspirar nas tendências modernas de decoração que apontam para ambientes intimistas e versáteis que fazem o hóspede se sentir em casa. Então, plantas, luz natural, almofadas, tapetes, mix de texturas e iluminação indireta (para a noite) ajudam a dar esse aspecto de lar ao quarto do hotel.

Além do mais, os hóspedes buscam conforto e funcionalidade em seus quartos. Não são necessários muitos armários, mas o suficiente para pendurar alguns cabides. Nichos e mesas servem de apoio ao notebook e outros pertences. Atente ainda para o banheiro, que deve ser igualmente confortável, prático e bonito.

Ambientes comuns

Além dos quartos e da recepção, os ambientes comuns são muito importantes para a experiência do cliente. Ao criar lugares interessantes para o hóspede passar algum tempo, você aumenta as sensações de prazer e faz com que ele guarde boas lembranças do local.

Aposte em tendências do design, como conceitos abertos e integrados, móveis versáteis, tecnologia e praticidade. Mobiliário simples e resistente é muito importante nessas áreas onde a circulação de pessoas é maior. O ideal é que cada ambiente passe uma sensação única.

Por exemplo: o refeitório do café da manhã pode ter luzes indiretas, tapetes, iluminação natural e plantas que dão um aspecto fresco, calmo e agradável para o início do dia. A área da piscina pede mais cores e convida para momentos de alegria. Já um redário ou um espaço de relaxamento pode ter materiais naturais, que remetem a sensações menos excitantes.

Como vimos até aqui, na hotelaria, é preciso ter em mente que a experiência do cliente está não só na forma como é atendido ou na qualidade da cozinha. Tem a ver também em como ele vai se sentir no hotel, se terá uma boa noite de sono e se o local proporcionará lembranças positivas. Nesse sentido, é papel do arquiteto oferecer proposta de valor para que a decoração transforme uma simples estada em uma experiência completa.

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